Bursite Trocantérica

Bursite Trocantérica A bursite trocantérica é uma das causas mais frequentes de dor na região lateral do quadril, afetando principalmente mulheres entre 40 e 60 anos, embora possa ocorrer em qualquer pessoa. Essa condição caracteriza-se pela inflamação da bursa trocantérica, uma pequena bolsa cheia de líquido que atua como um amortecedor entre o grande trocanter (a proeminência óssea na lateral do fêmur) e os tendões e músculos que passam por cima dele. Sua função é reduzir o atrito durante os movimentos de caminhada e corrida, mas, quando sobrecarregada, torna-se uma fonte de desconforto intenso. As causas dessa inflamação são variadas e geralmente envolvem fatores mecânicos. O uso excessivo da articulação, comum em corredores ou ciclistas, pode gerar um atrito repetitivo que irrita a bursa. Além disso, traumas diretos na lateral do quadril (como uma queda), discrepância no comprimento das pernas, alterações na pisada ou fraqueza excessiva da musculatura glútea podem alterar a biomecânica do quadril, aumentando a pressão sobre a bursa. Até mesmo o hábito de dormir sempre sobre o mesmo lado em colchões muito firmes pode contribuir para o surgimento do quadro. O sintoma clássico da bursite trocantérica é uma dor aguda na lateral do quadril, que pode irradiar para a face externa da coxa, chegando às vezes até o joelho. Essa dor costuma ser mais intensa à noite, especialmente quando o paciente tenta se deitar sobre o lado afetado, ou após longos períodos sentado ou caminhando. Atividades simples, como subir escadas ou levantar-se de uma cadeira baixa, podem despertar pontadas profundas na região do trocanter, tornando a rotina bastante desconfortável. O diagnóstico é realizado primordialmente pelo médico ortopedista através de um exame físico minucioso. Durante a consulta, a palpação direta sobre o grande trocanter costuma despertar uma dor muito bem localizada, o que é um forte indicativo da bursite. Testes de força e flexibilidade também são realizados para identificar possíveis desequilíbrios musculares. Embora o exame clínico seja soberano, a ultrassonografia ou a ressonância magnética podem ser solicitadas para confirmar a inflamação e descartar lesões nos tendões glúteos, que frequentemente ocorrem em conjunto. O tratamento inicial dessa bursite é focado no controle da dor e na redução do processo inflamatório. As medidas conservadoras incluem o repouso relativo de atividades de impacto, a aplicação de gelo na lateral do quadril várias vezes ao dia e o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. Ajustes simples no dia a dia, como evitar dormir sobre o lado dolorido e usar calçados com bom amortecimento, já ajudam a reduzir o estresse mecânico sobre a bursa inflamada. A reabilitação fisioterápica é a chave para evitar que a bursite se torne crônica ou recorrente. O fisioterapeuta trabalhará no alongamento da fáscia lata e do trato iliotibial, estruturas que costumam estar tensas nesses pacientes. No entanto, o pilar mais importante é o fortalecimento dos músculos abdutores do quadril (especialmente o glúteo médio e mínimo). Uma musculatura forte e equilibrada estabiliza melhor a articulação, reduzindo o atrito excessivo sobre a bursa durante a marcha e protegendo o quadril de novas crises. Em casos persistentes onde a dor não cede com o tratamento convencional, técnicas avançadas podem ser empregadas para acelerar a recuperação. A terapia por ondas de choque é uma excelente alternativa, pois estimula a regeneração tecidual e reduz a inflamação crônica. Infiltrações locais com corticosteroides ou PRP também podem ser consideradas para alívio imediato em quadros muito agudos. Lembre-se: o diagnóstico precoce é fundamental para um retorno rápido às suas atividades sem dor. Agendar Consulta
Dor no ombro

Dor no ombro A dor no ombro é uma das queixas mais comuns, especialmente entre pessoas que realizam movimentos repetitivos ou praticam atividades físicas intensas. Essa dor pode ser causada por diversas condições, como lesões nos músculos, tendões, ligamentos ou na própria articulação do ombro, prejudicando a mobilidade e qualidade de vida do paciente. A principal causa da dor no ombro é a tendinite, que ocorre quando os tendões, especialmente do manguito rotador, ficam inflamados. Lesões traumáticas, esforços repetitivos e o envelhecimento também podem resultar em danos aos tendões, gerando dor e restrição de movimentos. Outras condições, como bursite, artrose e lesões no manguito rotador, também são frequentes e podem resultar em dor constante ou intermitente, dependendo da gravidade. Os locais mais afetados pela dor no ombro incluem o manguito rotador, que é responsável pela estabilidade da articulação, e a bursa subacromial, que pode ficar inflamada, causando dor nos movimentos. Em alguns casos, problemas na coluna cervical podem se refletir como dor no ombro, devido à proximidade das articulações e nervos. O tratamento da dor no ombro depende da causa subjacente da lesão, mas, de maneira geral, pode envolver repouso, aplicação de gelo, medicamentos anti-inflamatórios e sessões de fisioterapia. Nos casos mais graves, como rupturas no manguito rotador ou danos estruturais mais sérios, pode ser necessário o uso de uma bota imobilizadora, cirurgia ou reabilitação intensiva. Além de aliviar os sintomas imediatos, o tratamento visa restaurar a funcionalidade completa do ombro e prevenir novas lesões. A fisioterapia é fundamental nesse processo, ajudando no fortalecimento dos músculos ao redor da articulação, o que garante maior estabilidade e diminui as chances de novas lesões. A recuperação completa depende de um plano de reabilitação adequado e do compromisso com os exercícios propostos. A prevenção é um aspecto crucial para evitar dores recorrentes no ombro. Manter uma boa postura, realizar exercícios de fortalecimento e alongamento e evitar sobrecarga nos tendões do ombro são medidas eficazes. Além disso, a escolha de movimentos adequados durante atividades físicas e o uso de equipamentos de proteção ajudam a manter a saúde dessa articulação. Se você sente dor no ombro ou tem dificuldade para movimentá-lo, venha nos visitar para uma avaliação detalhada. Identificar a causa da dor e adotar o tratamento correto pode fazer toda a diferença para restaurar sua qualidade de vida. Agendar Consulta
Síndrome do Túnel do Carpo

Síndrome do Túnel do Carpo A Síndrome do Túnel do Carpo é uma condição médica bastante comum que causa dor, dormência e formigamento na mão e no braço. Ela ocorre quando o nervo mediano, um dos principais nervos que passam pelo punho, é comprimido ou pressionado. Este nervo é responsável pela sensibilidade e pelo movimento de partes da mão, incluindo o polegar e os três primeiros dedos. Quando a pressão sobre ele aumenta, suas funções são prejudicadas, gerando os sintomas característicos que podem interferir em atividades simples do dia a dia. Para entender a síndrome, é importante conhecer a anatomia do punho. O túnel do carpo é um canal estreito, formado por ossos e ligamentos, localizado na base da mão. Por dentro deste túnel passam os tendões que flexionam os dedos e o nervo mediano. Qualquer condição que cause inchaço ou inflamação nesta área pode reduzir o espaço disponível, resultando em uma compressão direta sobre o nervo mediano, que é a estrutura mais sensível dentro do canal. As causas para o aumento da pressão no túnel do carpo são variadas. Movimentos repetitivos da mão e do punho, frequentemente associados a certas profissões como digitadores, operários de linha de montagem ou músicos, são um fator de risco conhecido. Além disso, condições médicas como diabetes, artrite reumatoide, hipotireoidismo e a retenção de líquidos durante a gravidez podem contribuir para o inchaço dos tendões e, consequentemente, para o desenvolvimento da síndrome. Os sintomas geralmente começam de forma gradual e podem se manifestar em uma ou ambas as mãos. Os mais comuns incluem formigamento ou dormência no polegar, indicador, dedo médio e na metade do dedo anelar. Muitos pacientes relatam que os sintomas pioram durante a noite, chegando a acordá-los. Com a progressão da doença, pode haver fraqueza na mão, dificuldade para segurar objetos e uma dor que se irradia do punho para o braço e o ombro. O diagnóstico da Síndrome do Túnel do Carpo começa com uma avaliação detalhada do histórico de saúde do paciente e um exame físico completo das mãos, braços, ombros e pescoço. O médico pode realizar testes específicos, como o de Tinel (percussão sobre o nervo) e o de Phalen (flexão do punho), para provocar os sintomas. Para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da compressão do nervo, o exame de eletroneuromiografia é o mais indicado, medindo a velocidade de condução dos impulsos elétricos nervosos. O tratamento inicial é, na maioria das vezes, conservador e visa aliviar a pressão sobre o nervo mediano. Isso pode incluir o uso de talas ou órteses para imobilizar o punho, especialmente durante a noite, a fim de mantê-lo em uma posição neutra. A modificação das atividades que causam os sintomas, o uso de medicamentos anti-inflamatórios e a aplicação de gelo também são recomendados. Em alguns casos, a injeção de corticosteroides no túnel do carpo pode proporcionar um alívio eficaz da inflamação e dos sintomas. Quando o tratamento conservador não apresenta melhora ou em casos de compressão nervosa severa, a cirurgia pode ser a melhor opção. O procedimento, conhecido como liberação do túnel do carpo, consiste em cortar o ligamento transverso do carpo para aumentar o espaço no túnel e aliviar a pressão sobre o nervo mediano. A cirurgia tem altas taxas de sucesso na resolução dos sintomas. Independentemente da abordagem, procurar um ortopedista ao primeiro sinal do problema é fundamental para um diagnóstico correto e um tratamento eficaz. Agendar Consulta
Condromalácia Patelar

A condromalácia patelar, frequentemente chamada de “joelho de corredor”, é uma condição caracterizada pelo amolecimento e desgaste da cartilagem que reveste a parte posterior da patela (o osso da frente do joelho). Essa cartilagem tem a função de permitir o deslizamento suave da patela sobre o fêmur durante a flexão e extensão da perna. Quando essa estrutura é comprometida, o atrito entre os ossos aumenta, gerando inflamação e desconforto na região anterior da articulação. Embora o nome sugira uma doença exclusiva de atletas, a condromalácia afeta uma ampla gama de pessoas, sendo muito comum em mulheres jovens e adultos sedentários que iniciam atividades físicas sem preparo. As causas são variadas e incluem o uso excessivo da articulação (overuse), traumas diretos no joelho, desequilíbrios musculares (especialmente fraqueza no quadríceps e glúteos) e alterações anatômicas, como o desalinhamento da patela ou o formato dos pés e quadris. O sintoma mais clássico é a dor na parte da frente do joelho ou “atrás” da patela, que tende a piorar em situações que aumentam a compressão patelofemoral. Atividades como subir e descer escadas, agachar, correr em terrenos inclinados ou permanecer sentado por longos períodos com os joelhos dobrados (sinal do cinema) costumam exacerbar a dor. Além disso, muitos pacientes relatam a sensação de “areia” ou estalos (crepitação) ao movimentar o joelho. O diagnóstico da condromalácia patelar é essencialmente clínico. Durante a consulta, o ortopedista avaliará o alinhamento dos membros inferiores, a força muscular e realizará testes de compressão da patela para reproduzir a dor. Para confirmar o grau de desgaste da cartilagem – que varia do grau I (amolecimento) ao grau IV (exposição do osso subcondral) – a ressonância magnética é o exame de imagem mais preciso, permitindo visualizar detalhadamente as lesões condrais. O tratamento inicial é quase sempre conservador e focado no alívio da dor aguda. Recomenda-se a aplicação de gelo no local após atividades físicas, repouso relativo de exercícios de alto impacto e o uso de medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios prescritos pelo médico. Em alguns casos, o uso de joelheiras específicas com orifício patelar pode ajudar a centralizar a patela e proporcionar maior conforto durante o dia a dia. A reabilitação através da fisioterapia é a pedra angular do tratamento a longo prazo. O foco principal é corrigir os desequilíbrios biomecânicos que estão sobrecarregando a patela. Isso envolve um programa intenso de fortalecimento do músculo quadríceps (especialmente a porção medial) e dos glúteos, além de alongamentos da cadeia posterior da coxa. Melhorar a estabilidade do quadril e do core é fundamental para tirar a pressão do joelho. Para casos em que a dor persiste ou em graus mais avançados de desgaste, opções como a viscossuplementação (infiltração com ácido hialurônico) podem ser indicadas para lubrificar a articulação e melhorar a nutrição da cartilagem. A cirurgia é raramente necessária, sendo reservada para situações onde há má formação óssea grave ou falha completa do tratamento conservador. Com o tratamento adequado e a manutenção muscular, é perfeitamente possível conviver bem com a condromalácia e manter uma vida ativa. Agendar Consulta
Epicondilite Lateral

Epicondilite Lateral Aquela dor pontual na parte de fora do cotovelo, que se agrava ao segurar uma xícara, girar uma maçaneta ou até mesmo ao digitar, é um sintoma clássico de uma condição extremamente comum. Conhecida popularmente como “Cotovelo de Tenista”, a epicondilite lateral afeta muito mais do que apenas atletas. Trata-se de uma lesão por esforço repetitivo que, se não tratada corretamente, pode se tornar crônica e limitar significativamente as atividades do dia a dia. A causa do problema está na sobrecarga dos tendões que conectam os músculos do antebraço ao epicôndilo lateral, a proeminência óssea na parte externa do cotovelo. Esses músculos são responsáveis por estender o punho e os dedos. A epicondilite lateral não é apenas uma simples inflamação; é uma patologia de desgaste, onde microlesões ocorrem nos tendões devido à tensão repetitiva, levando a um processo de degeneração e dor crônica. Embora o nome remeta ao tênis, a maioria dos pacientes desenvolve a condição através de outras atividades. Profissionais como pintores, encanadores, carpinteiros e até mesmo pessoas que passam horas digitando com ergonomia inadequada estão entre os mais afetados. Fatores como a idade (mais comum entre 30 e 50 anos), a falta de fortalecimento muscular e a técnica incorreta na execução de movimentos são importantes fatores de risco. Os sintomas da epicondilite lateral geralmente começam de forma leve e pioram gradualmente ao longo de semanas ou meses. O principal sinal é a dor e a sensibilidade na parte externa do cotovelo, que pode irradiar para o antebraço e o punho. Com a evolução do quadro, é comum notar uma fraqueza na força do aperto, tornando tarefas simples como abrir um pote ou segurar uma ferramenta um desafio doloroso. Para um tratamento eficaz, o diagnóstico preciso é o primeiro passo. Geralmente, ele é clínico, baseado na história do paciente e em um exame físico detalhado realizado pelo ortopedista. Manobras específicas, como pedir para o paciente estender o punho contra uma resistência, ajudam a confirmar a origem da dor. Exames de imagem, como o ultrassom ou a ressonância magnética, podem ser solicitados para avaliar a extensão do dano ao tendão ou descartar outras possíveis causas para a dor. O tratamento é multifásico e, na grande maioria dos casos, não cirúrgico. A primeira etapa foca no alívio da dor, com repouso relativo, modificação das atividades que causam o sintoma, aplicação de gelo e uso de anti-inflamatórios. A etapa seguinte, e mais crucial, é a reabilitação com fisioterapia, que utiliza exercícios de alongamento e fortalecimento específicos para os músculos do antebraço, além do uso de órteses (braces) para diminuir a tensão sobre o tendão. Para os casos que não respondem bem às medidas iniciais, existem tratamentos complementares, como a terapia por ondas de choque e infiltrações. A prevenção de novas crises é a etapa final e envolve a correção de gestos, a adaptação da ergonomia no trabalho e a manutenção dos exercícios de fortalecimento. Ignorar a dor pode cronificar o problema; por isso, buscar a avaliação de um especialista é fundamental para um plano de tratamento individualizado e eficaz. Agendar Consulta
Canelite

Canelite A canelite, tecnicamente conhecida como Síndrome de Estresse do Tibial Medial, é uma inflamação que afeta os músculos, tendões e o tecido ósseo ao redor da tíbia, o principal osso da canela. Essa condição é caracterizada por uma dor persistente na parte frontal ou interna da perna e é extremamente comum entre corredores, saltadores e praticantes de atividades físicas de alto impacto. Ela surge quando o osso e os tecidos moles são submetidos a um estresse repetitivo sem o tempo de recuperação adequado. A principal causa da canelite é a sobrecarga biomecânica causada pelo aumento súbito na intensidade, frequência ou duração dos exercícios. Fatores como o uso de calçados desgastados ou inadequados, correr em superfícies muito duras (como o asfalto) e alterações na pisada (como a pronação excessiva) também contribuem significativamente para o problema. O corpo, ao tentar se adaptar ao novo nível de esforço, acaba gerando microtraumas na membrana que recobre o osso (periósteo), resultando na dor inflamatória. Os sintomas da canelite geralmente começam como uma dor leve ou sensação de queimação ao longo da tíbia logo no início da atividade física. Com o passar do tempo, o desconforto pode se tornar mais intenso e persistente, permanecendo mesmo após o término do exercício ou durante atividades simples do dia a dia, como caminhar. Em estágios mais avançados, a região pode apresentar um leve inchaço e ficar extremamente sensível ao toque, dificultando qualquer tipo de impacto. O diagnóstico é realizado de forma clínica pelo ortopedista, por meio de uma conversa detalhada sobre a rotina de treinos e um exame físico para identificar os pontos de dor. Embora a canelite seja identificada facilmente no consultório, exames de imagem como radiografias ou ressonância magnética podem ser necessários para descartar condições mais graves, como a fratura por estresse. A diferenciação é fundamental, pois o tempo de tratamento e repouso para uma fratura é significativamente maior. O tratamento inicial foca no controle da inflamação e no alívio da dor aguda. A primeira recomendação é a interrupção das atividades de impacto e a aplicação frequente de compressas de gelo no local afetado. Medicamentos anti-inflamatórios podem ser prescritos pelo médico para auxiliar na recuperação dos tecidos. Além disso, a modificação temporária dos treinos para atividades de baixo impacto, como natação ou ciclismo, ajuda a manter o condicionamento cardiovascular sem sobrecarregar a tíbia. A fisioterapia desempenha um papel indispensável no tratamento a longo prazo e na prevenção de recidivas. O objetivo é corrigir desequilíbrios musculares através do fortalecimento dos músculos da panturrilha e do pé, além de melhorar a flexibilidade e a mecânica do movimento. Técnicas de terapia manual e exercícios de equilíbrio (propriocepção) ajudam a estabilizar a articulação e a redistribuir melhor as forças de impacto durante a marcha ou a corrida. Para prevenir o retorno da canelite, é essencial adotar uma abordagem gradual nos exercícios e escolher calçados que ofereçam bom amortecimento e suporte. A variação das superfícies de treino, alternando o asfalto com grama ou terra batida, também ajuda a reduzir o estresse sobre o osso. Se você sente dores frequentes na região da canela, não ignore os sinais do seu corpo; procure um especialista para um plano de reabilitação seguro e eficaz. Agendar Consulta
Dedo em Gatilho

O dedo em gatilho, ou tenossinovite estenosante, é uma condição dolorosa que faz com que um dos dedos da mão (ou o polegar) trave em uma posição dobrada. Quando o paciente tenta esticar o dedo, ele “destrava” com um estalido repentino, semelhante ao disparo de um gatilho. Essa condição ocorre devido a uma inflamação nos tendões flexores, que são as cordas fibrosas responsáveis por dobrar os dedos, ou na bainha (polia) por onde esses tendões deslizam. Para entender o problema, imagine que os tendões funcionam como cordas que passam por dentro de pequenos túneis (as polias) ao longo do dedo. Quando há irritação ou inflamação crônica, pode se formar um nódulo no tendão ou a própria bainha pode inchar e se espessar. Isso estreita o espaço disponível, dificultando o deslizamento suave do tendão. O “travamento” acontece quando o nódulo do tendão fica preso na entrada da polia e, ao passar forçadamente, gera o estalo característico. As causas exatas nem sempre são claras, mas o dedo em gatilho é mais frequente em pessoas que realizam movimentos manuais repetitivos ou que exigem força de preensão constante. Além disso, certas condições de saúde aumentam significativamente o risco, como o diabetes e a artrite reumatoide. A condição é mais comum em mulheres e tende a aparecer com maior frequência a partir dos 40 ou 50 anos de idade. Os sintomas geralmente começam de forma leve, com um desconforto ou sensibilidade na base do dedo, na palma da mão. Com o tempo, pode-se sentir um pequeno caroço (nódulo) nessa região. A rigidez e o travamento costumam ser piores pela manhã, logo ao acordar, ou após longos períodos de inatividade das mãos. Em casos graves, o dedo pode ficar permanentemente travado na posição dobrada, exigindo auxílio da outra mão para ser esticado. O diagnóstico do dedo em gatilho é eminentemente clínico e simples, dispensando, na maioria das vezes, exames de imagem complexos. O ortopedista examinará a mão do paciente, checando a presença de nódulos dolorosos na palma e pedindo para abrir e fechar a mão para verificar o travamento e o estalido. Esse exame físico é suficiente para determinar a gravidade do quadro e orientar a conduta terapêutica. O tratamento inicial visa reduzir o inchaço e permitir o deslizamento livre do tendão. O repouso da mão e o uso de talas (órteses) para manter o dedo estendido, especialmente durante a noite, são medidas comuns. O uso de anti-inflamatórios prescritos ajuda a aliviar a dor aguda. A infiltração com corticoide diretamente na bainha do tendão é um tratamento muito eficaz, capaz de resolver o problema em uma grande porcentagem dos casos, desinflamando o local rapidamente. Quando os tratamentos conservadores e as infiltrações não surtem o efeito desejado ou quando o travamento é muito severo e recorrente, a cirurgia é a solução definitiva. O procedimento é simples, rápido e geralmente realizado com anestesia local. O cirurgião faz uma pequena incisão na palma da mão para liberar a polia (o túnel) que está apertando o tendão, permitindo que ele volte a deslizar livremente. A recuperação costuma ser rápida, com o retorno dos movimentos completos em pouco tempo. Agendar Consulta
Cisto de Baker

Cisto de Baker: O que é o Caroço Atrás do Joelho? O Cisto de Baker, também conhecido como cisto poplíteo, é uma bolsa cheia de líquido que se forma na parte de trás do joelho. Ele é percebido muitas vezes como um inchaço ou um “caroço” visível e palpável na região da fossa poplítea (a dobra posterior do joelho). Ao contrário do que o nome pode sugerir, ele não é um tumor, mas sim um acúmulo benigno de líquido sinovial, o fluido que lubrifica a articulação para facilitar os movimentos. Essa condição raramente surge sozinha; ela é quase sempre uma resposta a outro problema dentro do joelho. Quando a articulação sofre com condições como artrose, lesões de menisco ou artrite reumatoide, o corpo reage produzindo líquido sinovial em excesso como forma de proteção. Esse volume extra de fluido acaba extravasando para a bolsa posterior do joelho, formando o cisto. Portanto, o Cisto de Baker é considerado um sintoma de uma patologia subjacente, e não a doença principal em si. Os sintomas podem variar bastante. Em alguns casos, o cisto é pequeno e indolor, sendo descoberto apenas em exames de rotina. Porém, quando ele cresce, pode causar uma sensação de pressão, rigidez e dor atrás do joelho, que piora ao esticar completamente a perna ou após longos períodos em pé. Em situações mais agudas, se o cisto se romper, o líquido pode escorrer pela panturrilha, causando dor intensa, inchaço e vermelhidão, simulando um quadro de trombose venosa profunda. O diagnóstico começa com o exame físico, onde o ortopedista palpa a região atrás do joelho, muitas vezes com o paciente deitado de bruços, para identificar a massa cística. Para confirmar o diagnóstico e, principalmente, para investigar a causa raiz do problema (como uma lesão meniscal ou desgaste da cartilagem), a ultrassonografia e a ressonância magnética são os exames mais indicados. A ressonância é fundamental para planejar o tratamento adequado da lesão primária. O tratamento do Cisto de Baker foca, na verdade, em tratar a condição que está causando o acúmulo de líquido. Se a causa for uma artrose ou inflamação leve, medidas conservadoras como repouso, aplicação de gelo, elevação da perna e uso de anti-inflamatórios costumam ser suficientes para reduzir o inchaço e fazer o cisto diminuir naturalmente. A punção (drenagem) do cisto com uma agulha pode ser realizada para alívio imediato da pressão, embora o líquido possa voltar se a causa base não for tratada. A fisioterapia é uma grande aliada no tratamento conservador. Através de exercícios de fortalecimento muscular e técnicas para melhorar a mobilidade articular, é possível estabilizar o joelho e reduzir a sobrecarga interna, diminuindo a produção excessiva de líquido sinovial. O fortalecimento do quadríceps e dos isquiotibiais é essencial para proteger a articulação e prevenir a recidiva do inchaço. A cirurgia para remover o Cisto de Baker é raramente necessária e geralmente é evitada, pois o cisto tende a reaparecer se o problema intra-articular persistir. A intervenção cirúrgica, quando indicada, é geralmente realizada por artroscopia para tratar a lesão primária (como reparar um menisco ou limpar a articulação). Ao resolver o problema interno do joelho, a produção de líquido se normaliza e o cisto tende a desaparecer, devolvendo o conforto e a função ao paciente. Agendar Consulta
Neuroma de Morton

Neuroma de Morton O Neuroma de Morton é uma condição dolorosa que afeta a parte anterior do pé, especificamente a região entre os dedos. Trata-se de um espessamento do tecido ao redor de um dos nervos que conduzem a sensibilidade aos dedos dos pés. Esse espessamento, que na verdade é uma fibrose e não um tumor verdadeiro, ocorre mais frequentemente entre o terceiro e o quarto dedos, causando desconforto significativo ao caminhar. A principal causa do desenvolvimento do Neuroma de Morton é a compressão crônica ou a irritação do nervo digital plantar. O uso frequente de calçados de bico fino ou saltos altos é um dos maiores fatores de risco, pois esses sapatos apertam os dedos e jogam o peso do corpo para a frente, aumentando a pressão sobre os nervos. Pessoas com certas deformidades nos pés, como joanetes, dedos em garra ou arcos muito altos, também têm maior predisposição ao problema. Os sintomas são muito característicos e muitas vezes descritos pelos pacientes como a sensação de estar pisando em uma “pedrinha” ou de ter uma dobra da meia embolada dentro do sapato. Além desse incômodo mecânico, é comum sentir dor em queimação na bola do pé e dormência ou formigamento que se irradia para os dedos afetados. A dor tende a piorar com o uso de calçados apertados e alivia ao tirá-los e massagear a região. O diagnóstico é realizado através de uma avaliação clínica cuidadosa. O ortopedista palpa o espaço entre os ossos metatarsais para tentar reproduzir a dor ou sentir o “clique” característico do neuroma (Sinal de Mulder) ao comprimir o pé lateralmente. Embora o exame físico seja bastante sugestivo, a ultrassonografia e a ressonância magnética são exames de imagem importantes para confirmar a presença do neuroma e descartar outras causas de dor, como fraturas por estresse ou bursites. O tratamento inicial é sempre conservador e focado em aliviar a pressão sobre o nervo. A primeira e mais importante medida é a mudança nos calçados: deve-se optar por modelos com a caixa dos dedos (parte da frente) larga e saltos baixos. O uso de palmilhas ortopédicas personalizadas com apoio retrocapital (uma elevação logo antes dos dedos) ajuda a abrir o espaço entre os ossos, descomprimindo o nervo afetado. Quando a troca de calçados não é suficiente, outras terapias conservadoras são indicadas. A fisioterapia pode ajudar a alongar os ligamentos e fortalecer a musculatura do pé. Infiltrações com corticosteroides e anestésicos locais podem proporcionar alívio temporário da dor e da inflamação. O gelo local também é um coadjuvante útil para controlar os sintomas após longos períodos em pé ou caminhadas. A cirurgia é reservada para casos em que a dor persiste e limita as atividades diárias, mesmo após meses de tratamento conservador. O procedimento cirúrgico envolve a descompressão do nervo ou, mais frequentemente, a remoção do neuroma (neurectomia). A cirurgia costuma ter altos índices de sucesso no alívio da dor, permitindo que o paciente retorne às suas atividades normais após o período de recuperação e cicatrização. Agendar Consulta
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