Entorse de Tornozelo

A entorse de tornozelo é uma das lesões musculoesqueléticas mais frequentes nos consultórios de ortopedia e nas emergências médicas. Ela ocorre quando os ligamentos que sustentam a articulação são esticados ou rompidos devido a um movimento brusco e excessivo de torção, geralmente quando o pé “vira” para dentro (inversão). Embora seja muito associada à prática esportiva, como no futebol ou na corrida, a entorse pode acontecer em situações cotidianas, como caminhar em um terreno irregular ou descer um degrau de forma desatenta. Os ligamentos são tecidos fibrosos e resistentes que conectam os ossos entre si, garantindo a estabilidade da articulação. Na entorse lateral, a mais comum, os ligamentos da parte externa do tornozelo são os mais afetados. A gravidade da lesão pode variar desde um estiramento leve (grau I), passando por uma ruptura parcial (grau II), até uma ruptura total dos ligamentos (grau III), o que determina a intensidade dos sintomas e o tempo de recuperação necessário. Os sintomas imediatos de uma entorse incluem dor aguda na parte lateral do tornozelo e dificuldade ou impossibilidade de colocar peso sobre o pé afetado. Pouco tempo após o trauma, é comum o surgimento de inchaço (edema) significativo e, em muitos casos, o aparecimento de hematomas (equimoses), que indicam o sangramento dos tecidos lesionados. A região também pode ficar sensível ao toque e apresentar aumento de temperatura local. O diagnóstico preciso é fundamental para excluir a possibilidade de fraturas, que podem ocorrer concomitantemente à torção. O ortopedista realizará um exame físico para avaliar a estabilidade da articulação e a localização da dor. Exames de imagem, como radiografias, são essenciais para descartar lesões ósseas. Em casos mais graves ou persistentes, a ressonância magnética pode ser solicitada para avaliar detalhadamente os danos aos ligamentos e à cartilagem. O tratamento inicial segue o protocolo de proteção e controle inflamatório. Recomenda-se o repouso do membro, a aplicação de compressas de gelo para reduzir o inchaço e a dor, a compressão leve com bandagens e a elevação do pé acima do nível do coração. O uso de medicamentos anti-inflamatórios prescritos pelo médico ajuda a controlar a fase aguda. Dependendo do grau da lesão, pode ser necessário o uso de imobilizadores, botas ortopédicas ou muletas por um curto período. A reabilitação fisioterápica é uma etapa crucial e deve ser iniciada assim que a dor permitir. O objetivo não é apenas recuperar os movimentos e a força muscular, mas principalmente treinar a propriocepção (o equilíbrio e a percepção do corpo no espaço). Ligamentos cicatrizados sem o devido treino de equilíbrio deixam o tornozelo instável e suscetível a novas entorses, criando um ciclo de instabilidade crônica que pode levar ao desgaste precoce da articulação. A prevenção de novas entorses envolve o uso de calçados adequados ao tipo de pisada e à atividade realizada, além da manutenção do fortalecimento muscular da perna e do tornozelo. Prestar atenção ao caminhar em terrenos desnivelados e evitar o uso excessivo de saltos altos também são medidas prudentes. Se você sofreu uma torção, mesmo que pareça leve, procure avaliação médica para garantir que a cicatrização ocorra de forma correta e evitar sequelas futuras. Agendar Consulta
Hálux Valgo

O joanete, conhecido tecnicamente como Hálux Valgo, é uma das deformidades mais comuns que afetam os pés. Ele se caracteriza por uma protuberância óssea na base do dedão (hálux), acompanhada de um desvio desse dedo em direção aos outros. Embora muitas vezes seja visto apenas como um problema estético, o joanete é uma condição progressiva que pode causar dor significativa, inflamação e dificuldades para encontrar calçados confortáveis, impactando a mobilidade e a qualidade de vida do paciente. As causas do joanete são multifatoriais, mas a genética desempenha um papel predominante. Pessoas que herdam um formato específico de pé ou uma estrutura mecânica defeituosa estão mais propensas a desenvolver a deformidade. O uso frequente de calçados inadequados, especialmente os de bico fino e salto alto, agrava a condição, pois força os dedos para uma posição antinatural e aumenta a pressão sobre a articulação. Outros fatores, como artrite reumatoide e pé chato, também podem contribuir para o surgimento do problema. Os sintomas variam de pessoa para pessoa e dependem da gravidade do desvio. O sinal mais evidente é a saliência óssea na lateral do pé, que costuma ficar vermelha, inchada e dolorida devido ao atrito constante com o sapato. Além da dor na própria articulação, o paciente pode desenvolver calosidades na pele sobreposta ao joanete ou na planta do pé. Com a progressão, o dedão pode se sobrepor ou ficar por baixo do segundo dedo, gerando deformidades adicionais, como os “dedos em garra”. O diagnóstico do Hálux Valgo é feito através de exame físico no consultório, onde o ortopedista avalia a flexibilidade do dedo e o grau de desvio. Radiografias (Raio-X) dos pés, realizadas com o paciente em pé (com carga), são fundamentais para determinar a angulação exata dos ossos e verificar se há sinais de artrose na articulação. Essas informações são cruciais para definir a melhor estratégia de tratamento para cada caso. O tratamento inicial é quase sempre conservador e focado no alívio dos sintomas, já que não é possível reverter a deformidade sem cirurgia. A medida mais importante é a troca de calçados: deve-se optar por modelos com a parte da frente larga e macia, evitando saltos altos. O uso de protetores de silicone, espaçadores de dedos e palmilhas ortopédicas personalizadas pode ajudar a reduzir o atrito e redistribuir a pressão no pé, proporcionando maior conforto ao caminhar. Além das mudanças nos calçados, o tratamento sintomático pode incluir o uso de gelo sobre a área inflamada após longos períodos em pé e medicamentos anti-inflamatórios prescritos pelo médico para crises de dor aguda. A fisioterapia também pode ser indicada para manter a mobilidade da articulação e fortalecer a musculatura intrínseca do pé, ajudando a controlar a dor e a melhorar a função durante a marcha. Quando a dor persiste apesar de todas as medidas conservadoras e interfere nas atividades diárias, a cirurgia pode ser recomendada. Existem diversas técnicas cirúrgicas para corrigir o joanete, que variam desde procedimentos minimamente invasivos (percutâneos) até osteotomias (cortes no osso) para realinhar a estrutura óssea e os tecidos moles. O objetivo da cirurgia é aliviar a dor e restaurar a anatomia funcional do pé, permitindo que o paciente retome sua rotina sem desconforto. Agendar Consulta
Capsulite Adesiva

Capsulite Adesiva A capsulite adesiva, mais conhecida pelo termo “ombro congelado”, é uma condição inflamatória que afeta a cápsula articular do ombro, a estrutura de tecido conjuntivo que envolve a articulação. Essa inflamação faz com que a cápsula se torne espessa, rígida e retraída, levando a uma dor intensa e, principalmente, a uma perda significativa e progressiva da amplitude de movimento, como se o ombro estivesse “congelando” no lugar. A condição geralmente se desenvolve em três fases distintas. A primeira é a fase inflamatória ou de “congelamento”, marcada por dor difusa e intensa que piora à noite e com qualquer movimento, e a amplitude articular começa a diminuir. A segunda é a fase de “congelado”, onde a dor pode até diminuir, mas a rigidez se torna o sintoma predominante, limitando severamente os movimentos de rotação e elevação do braço. Por fim, há a fase de “descongelamento”, onde a rigidez diminui gradualmente e o movimento é lentamente restaurado. As causas exatas da capsulite adesiva nem sempre são claras, sendo muitas vezes considerada idiopática (sem causa definida). No entanto, ela é muito mais comum em pacientes com certas condições metabólicas, sendo o diabetes o fator de risco mais significativo. Problemas de tireoide, doenças cardíacas e a doença de Parkinson também estão associados a um risco aumentado. Além disso, o ombro congelado pode se desenvolver após um período de imobilização prolongada, como depois de uma cirurgia ou fratura no braço. Os sintomas são inconfundíveis e se diferenciam de outras patologias do ombro. O principal é a perda de movimento não apenas ativo (quando o paciente tenta mover), mas também passivo (quando o médico tenta mover o braço do paciente). A dor é profunda e dificulta atividades simples como pentear o cabelo, vestir uma blusa ou coçar as costas. A rotação externa (girar o braço para fora) é tipicamente o primeiro e mais limitado movimento. O diagnóstico da capsulite adesiva é primariamente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico que constata a perda da amplitude de movimento passiva e ativa. Exames de imagem, como radiografias ou ultrassom, são frequentemente solicitados não para ver a capsulite em si, mas para descartar outras condições que podem causar dor e rigidez, como artrose severa, tendinites calcificadas ou lesões do manguito rotador. O tratamento da capsulite adesiva é focado no controle da dor e na restauração da mobilidade, sendo um processo que exige paciência. Na fase inicial de dor intensa, o foco é o alívio com analgésicos, anti-inflamatórios e, principalmente, infiltrações intra-articulares de corticosteroides. A infiltração é altamente eficaz para reduzir a inflamação da cápsula, aliviar a dor e permitir que o paciente inicie o tratamento fisioterápico mais cedo. A fisioterapia é o pilar do tratamento em todas as fases. Na fase dolorosa, ela é mais suave, focando no alívio. Na fase de rigidez, ela se torna mais intensa, com exercícios de alongamento e ganho de amplitude de movimento. Em casos raros e muito persistentes que não respondem ao tratamento conservador por muitos meses, podem ser indicados procedimentos como a distensão hidráulica (injeção de soro para expandir a cápsula) ou a liberação artroscópica, uma cirurgia minimamente invasiva para “soltar” a cápsula retraída. Agendar Consulta
Artrose no Quadril

Artrose no Quadril A artrose no quadril, também conhecida como coxartrose, é uma condição degenerativa crônica que afeta uma das maiores articulações do corpo. Ela se caracteriza pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste a cabeça do fêmur e o acetábulo (a parte da bacia onde o fêmur se encaixa). Essa cartilagem atua como um amortecedor, permitindo que os ossos deslizem suavemente uns contra os outros. Quando ela se desgasta, ocorre atrito ósseo, levando a dor, inflamação e limitação dos movimentos. A articulação do quadril é do tipo “bola e soquete”, fundamental para a sustentação do peso corporal e para uma ampla gama de movimentos, como caminhar, sentar e subir escadas. O desgaste da cartilagem (artrose) pode ser classificado como primário, quando ocorre devido ao envelhecimento natural e ao uso ao longo da vida, sendo mais comum em idosos. Também pode ser secundário, quando é causado por uma condição pré-existente, como fraturas antigas, doenças reumatológicas, impacto femoroacetabular ou problemas congênitos do quadril. Os sintomas da artrose no quadril geralmente se desenvolvem de forma lenta e progressiva. O principal sintoma é a dor, que costuma ser sentida na região da virilha, podendo irradiar para a parte da frente da coxa e até o joelho. A dor tende a piorar com atividades que exigem esforço da articulação, como caminhadas longas, ficar muito tempo em pé ou levantar-se de uma cadeira baixa. Com o tempo, a dor pode aparecer até mesmo em repouso ou durante a noite, prejudicando o sono. Além da dor, a rigidez articular é outro sintoma muito comum. O paciente pode notar uma dificuldade crescente para movimentar o quadril, especialmente pela manhã ou após períodos de inatividade. Tarefas simples do cotidiano, como calçar meias e sapatos, cortar as unhas dos pés ou entrar e sair do carro, tornam-se difíceis e dolorosas. A amplitude de movimento do quadril fica reduzida e o paciente pode começar a mancar para aliviar o desconforto ao caminhar. O diagnóstico da coxartrose é feito com base na história clínica do paciente e em um exame físico detalhado, onde o ortopedista avalia a amplitude de movimento do quadril e identifica os pontos de dor. Para confirmar o diagnóstico e avaliar o grau de desgaste, exames de imagem são essenciais. A radiografia (Raio-X) da bacia é o exame mais utilizado, pois permite visualizar a diminuição do espaço entre os ossos, a presença de osteófitos (bicos de papagaio) e outras alterações ósseas características da artrose. O tratamento inicial da artrose no quadril é sempre conservador e focado em aliviar a dor, melhorar a função e retardar a progressão da doença. Isso inclui a modificação de atividades para evitar sobrecarga, a perda de peso (fundamental para reduzir a pressão sobre a articulação) e a fisioterapia. A fisioterapia é crucial para fortalecer os músculos ao redor do quadril, o que ajuda a estabilizar a articulação, e para manter a amplitude de movimento através de alongamentos específicos. O uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios também auxilia no controle da dor. Quando as medidas conservadoras não são mais suficientes para controlar a dor e a limitação funcional se torna severa, comprometendo a qualidade de vida do paciente, o tratamento cirúrgico é indicado. A principal cirurgia para a artrose avançada do quadril é a artroplastia total do quadril, ou seja, a colocação de uma prótese. Este procedimento consiste na substituição da articulação desgastada por componentes artificiais (metal, polietileno ou cerâmica), apresentando excelentes resultados no alívio da dor e na restauração da mobilidade. Agendar Consulta
Fascite Plantar

Fascite Plantar A fascite plantar é uma das causas mais comuns de dor na sola do pé, especialmente na região do calcanhar. Essa condição ocorre devido à inflamação de uma faixa espessa de tecido, chamada fáscia plantar, que conecta o osso do calcanhar aos dedos. Por ser responsável por sustentar o arco do pé e absorver o impacto durante atividades como caminhar e correr, essa estrutura está sujeita a um grande estresse diário, que pode levar a pequenas lesões e, consequentemente, à inflamação. O principal sintoma da fascite plantar é uma dor aguda, em forma de pontada, que geralmente é mais intensa nos primeiros passos pela manhã ou após longos períodos de inatividade, como ficar sentado por muito tempo. A dor costuma melhorar com o movimento, à medida que o pé se aquece, mas pode retornar após ficar muito tempo em pé ou ao se levantar depois de estar em repouso. A sensibilidade à palpação na região do calcanhar também é um indicativo comum. Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver fascite plantar. Entre eles, destacam-se a obesidade ou o ganho de peso excessivo, que sobrecarregam a fáscia; o uso de calçados inadequados, que não oferecem bom suporte ao arco do pé ou amortecimento suficiente; e a presença de alterações na estrutura do pé, como pés chatos ou cavos. A prática de atividades físicas de alto impacto, como corrida, sem o devido preparo ou alongamento, também contribui para o problema. O diagnóstico da fascite plantar é feito principalmente com base no histórico detalhado do paciente, que relata os sintomas característicos, e no exame físico realizado em consultório por um ortopedista. Durante o exame, o médico avaliará a sensibilidade do calcanhar e a flexibilidade do pé e tornozelo. Em alguns casos, exames de imagem, como radiografias, podem ser solicitados para descartar outras condições, como o esporão de calcâneo, que muitas vezes é associado à fascite plantar. O tratamento inicial da fascite plantar é geralmente conservador e focado no alívio da dor e na redução da inflamação. As medidas incluem repouso relativo, aplicação de gelo na área afetada para diminuir o inchaço, e a realização de exercícios específicos de alongamento para a fáscia plantar e a panturrilha. O uso de calçados com bom suporte e amortecimento, além de palmilhas ortopédicas personalizadas, é fundamental para distribuir melhor o peso e reduzir a tensão sobre a fáscia. Quando as abordagens conservadoras não são suficientes para aliviar a dor após algumas semanas, outras opções de tratamento podem ser indicadas. Isso pode incluir sessões de fisioterapia especializada, que utiliza técnicas como ultrassom e liberação miofascial, o uso de medicamentos anti-inflamatórios orais ou tópicos, e, em casos mais persistentes, terapias mais avançadas, como a terapia por ondas de choque extracorpóreas ou infiltrações com corticosteroides ou PRP (Plasma Rico em Plaquetas). A cirurgia é uma alternativa rara e considerada apenas em situações extremas, quando todos os outros tratamentos falharam após um longo período. A prevenção da fascite plantar é crucial para evitar o retorno da condição ou o seu desenvolvimento. Manter um peso corporal saudável, escolher sempre sapatos que ofereçam bom suporte e amortecimento, e praticar regularmente alongamentos dos pés e panturrilhas são hábitos essenciais. Evitar caminhar descalço em superfícies muito duras por longos períodos e aumentar gradualmente a intensidade dos exercícios físicos também são medidas importantes. Agendar Consulta
Terapia por Ondas de Choque

TERAPIA POR ONDAS DE CHOQUE A terapia por ondas de choque é um tratamento moderno e eficaz, utilizado para diversas condições ortopédicas que não respondem bem às abordagens convencionais. Esse procedimento consiste na aplicação de ondas acústicas de alta intensidade sobre a região afetada, promovendo estímulos mecânicos que favorecem a cicatrização e reduzem a inflamação. Por ser não invasiva, é uma alternativa segura para muitos pacientes que buscam alívio da dor sem necessidade de cirurgia. As ondas de choque estimulam o metabolismo celular, aumentam a circulação sanguínea e promovem a regeneração dos tecidos. Esse processo acelera a recuperação de tendões, músculos e ligamentos lesionados, além de reduzir a sensibilidade dolorosa. O método também ajuda a quebrar calcificações e aderências, comuns em tendinites crônicas e bursites. A terapia por ondas de choque é indicada para casos de tendinite do ombro, cotovelo de tenista, fascite plantar, bursite trocantérica, calcificações no ombro e dores crônicas em músculos e articulações. Também pode ser utilizada em pacientes com lesões por esforço repetitivo ou em situações em que tratamentos convencionais, como fisioterapia e medicação, não foram suficientes. Uma das grandes vantagens da técnica é o fato de ser realizada em consultório, sem necessidade de anestesia ou internação. As sessões são rápidas, duram em média 15 a 20 minutos, e o paciente pode retornar às suas atividades logo após a aplicação. Além disso, é um tratamento seguro, com baixo risco de efeitos colaterais e resultados positivos já nas primeiras semanas. A quantidade de sessões varia conforme o quadro clínico e a resposta do paciente. Em geral, são indicadas de 3 a 6 sessões semanais. O alívio da dor costuma ser progressivo, com melhora significativa da função e da mobilidade ao longo do tratamento. Em alguns casos, os benefícios se mantêm por meses após o término das sessões. Apesar de ser um tratamento seguro, existem contraindicações. Pacientes com infecções locais, gestantes, portadores de tumores na região tratada ou problemas de coagulação devem evitar a terapia. Por isso, a avaliação médica é indispensável para indicar a melhor abordagem e garantir a segurança do procedimento. Se você sofre com dores persistentes nos ombros, cotovelos, quadris ou pés, e já tentou outros tratamentos sem sucesso, a terapia por ondas de choque pode ser uma excelente opção. Procure um ortopedista especializado para uma avaliação detalhada. Com um plano de tratamento adequado, é possível aliviar a dor, recuperar movimentos e retomar suas atividades com mais qualidade de vida. Agendar Consulta
Síndrome do Impacto do Ombro

Síndrome do Impacto do Ombro A síndrome do impacto do ombro é uma das condições mais diagnosticadas em consultórios ortopédicos e a principal causa de dor crônica nesta articulação. Ela se caracteriza por um conflito mecânico no espaço subacromial, onde estruturas moles, como tendões e bolsas sinoviais, são comprimidas entre a cabeça do úmero e o arco coracoacromial (acrômio). Esse atrito repetitivo gera um processo inflamatório que, se não tratado, pode levar ao desgaste progressivo e até à ruptura de importantes estruturas do ombro. Para compreender essa síndrome, é essencial analisar a anatomia local. O espaço subacromial é um canal estreito por onde passam os tendões do manguito rotador e a bursa subacromial. O manguito rotador é um grupo de quatro músculos responsáveis por estabilizar e movimentar o ombro. Quando o espaço diminui seja por variações no formato do osso acrômio (curvo ou ganchoso), inflamação ou calcificações o movimento de elevação do braço passa a “pinçar” essas estruturas contra o osso, causando dor. O sintoma clássico é uma dor persistente na região anterior ou lateral do ombro, que costuma se agravar quando o braço é elevado acima da linha da cabeça ou ao realizar movimentos de rotação. É muito comum que a dor se acentue durante a noite, dificultando o sono, especialmente se o paciente se deitar sobre o lado afetado. Com o tempo, a dor pode ser acompanhada de uma sensação de fraqueza e diminuição da amplitude de movimento, tornando tarefas simples, como vestir uma blusa, um grande desafio. As causas são multifatoriais, envolvendo desde predisposição genética e envelhecimento natural até fatores biomecânicos. Movimentos repetitivos de elevação do braço, frequentes em atividades como natação, vôlei ou em profissões como pintura e construção civil, são gatilhos comuns. Além disso, a má postura, com os ombros projetados para frente, e o desequilíbrio muscular da cintura escapular contribuem significativamente para a redução do espaço subacromial e o consequente impacto. O diagnóstico é realizado primordialmente através de um exame clínico cuidadoso. O ortopedista utiliza manobras físicas específicas (testes irritativos) para reproduzir o impacto e localizar a fonte da dor. Exames de imagem complementares são essenciais para detalhar a gravidade. A radiografia auxilia na visualização do formato do acrômio, enquanto a ultrassonografia e a ressonância magnética são fundamentais para identificar sinais de bursite, tendinites ou possíveis rupturas nos tendões do manguito rotador. O tratamento inicial é focado no alívio do processo inflamatório e na recuperação da função mecânica. As medidas conservadoras incluem o repouso de atividades de impacto, aplicação de gelo local e o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos prescritos pelo médico. A fisioterapia é um pilar indispensável, atuando na analgesia inicial e, posteriormente, no fortalecimento da musculatura estabilizadora e na correção da postura, visando abrir o espaço subacromial e reduzir o atrito. Em casos persistentes ou quando há lesões estruturais significativas, outras intervenções podem ser indicadas. Técnicas como a terapia por ondas de choque ajudam a regenerar o tecido tendíneo e reduzir a inflamação crônica. Infiltrações locais também podem ser uma opção para alívio imediato. A cirurgia, geralmente realizada por artroscopia (descompressão subacromial), é reservada para quando o tratamento conservador não surte efeito, visando ampliar o espaço para o manguito rotador e restaurar a qualidade de vida do paciente. Agendar Consulta
Tenossinovite de De Quervain

Tenossinovite de De Quervain A Tenossinovite de De Quervain é uma condição dolorosa que afeta os tendões localizados na base do polegar, na lateral do punho. Ela ocorre quando a bainha (o túnel) por onde passam os tendões do músculo abdutor longo e extensor curto do polegar fica inflamada ou espessada. Esse inchaço restringe o movimento dos tendões, causando atrito e dor intensa cada vez que você move o polegar ou gira o punho, como ao abrir um pote ou torcer um pano. As causas dessa inflamação estão quase sempre ligadas ao uso excessivo ou repetitivo da mão. Movimentos frequentes de preensão, pinça ou torção do punho sobrecarregam os tendões. Por isso, a condição é muito comum em pessoas que digitam muito no celular (“texting thumb”), gamers, jardineiros e, curiosamente, em recém-mães. O ato de levantar o bebê repetidamente com os polegares estendidos (para segurar a cabeça e o bumbum) é um gatilho clássico para o problema. O sintoma principal é a dor na base do polegar, que pode se irradiar para o antebraço. A dor geralmente aparece de forma gradual, mas pode se tornar súbita e aguda após um esforço intenso. Além da dor, é comum notar inchaço na lateral do punho e dificuldade para realizar movimentos simples, como segurar uma xícara ou girar uma chave na fechadura. Em alguns casos, o paciente pode sentir uma sensação de “agarrar” ou estalos ao mover o polegar. O diagnóstico é feito no consultório através de um exame físico simples e eficaz chamado “Teste de Finkelstein”. Nele, o médico pede para o paciente fechar a mão com o polegar dobrado dentro dos outros dedos e, em seguida, inclinar o punho para o lado do dedo mínimo. Se essa manobra provocar uma dor aguda na base do polegar, o teste é positivo para De Quervain. Geralmente, não são necessários exames de imagem, mas o ultrassom pode ser usado para confirmar a inflamação. O tratamento inicial tem como objetivo reduzir a inflamação e aliviar a dor. A primeira medida é o repouso da articulação, muitas vezes com o uso de uma órtese específica (tala) que imobiliza o polegar e o punho, permitindo que os tendões descansem. A aplicação de gelo na região afetada várias vezes ao dia e o uso de medicamentos anti-inflamatórios orais ou tópicos ajudam a controlar o inchaço e o desconforto na fase aguda. A fisioterapia é fundamental para a reabilitação. O fisioterapeuta utilizará recursos analgésicos e ensinará exercícios de alongamento e fortalecimento progressivo para os músculos do antebraço e da mão, prevenindo a rigidez e novas crises. Em casos onde a dor é muito intensa e não melhora com as medidas iniciais, a infiltração com corticoides diretamente na bainha do tendão é uma opção terapêutica muito eficaz, oferecendo alívio rápido dos sintomas. A cirurgia para a Tenossinovite de De Quervain é reservada apenas para os casos graves ou crônicos que não responderam a nenhum tratamento conservador após vários meses. O procedimento é simples e consiste na abertura cirúrgica da bainha que envolve os tendões, liberando espaço para que eles deslizem livremente sem atrito. A recuperação pós-operatória costuma ser tranquila, com altas taxas de cura definitiva e retorno completo às atividades manuais. Agendar Consulta
Tendinite Patelar

Tendinite Patelar A tendinite patelar, também conhecida como “joelho de saltador”, é uma lesão caracterizada pela inflamação do tendão patelar, a estrutura que liga a patela (rótula) à tíbia (osso da canela). Esse tendão desempenha um papel fundamental na biomecânica da perna, pois trabalha em conjunto com os músculos da coxa para permitir a extensão do joelho. É ele que possibilita movimentos explosivos como chutar uma bola, correr e, principalmente, saltar. Como o nome popular sugere, essa condição é extremamente comum em atletas que praticam esportes que envolvem saltos repetitivos, como vôlei e basquete, mas também afeta corredores e praticantes de crossfit. A lesão ocorre geralmente devido a uma sobrecarga mecânica repetitiva (overuse). O estresse contínuo sobre o tendão causa microlesões nas fibras de colágeno que, se não tiverem tempo adequado para se regenerar, evoluem para um quadro inflamatório crônico e dor persistente. O sintoma principal da tendinite patelar é a dor localizada logo abaixo da rótula, na inserção do tendão. Inicialmente, a dor pode aparecer apenas após a atividade física, mas com a progressão do quadro, ela passa a incomodar durante o exercício e, eventualmente, até mesmo em repouso ou atividades diárias, como subir escadas ou levantar-se de uma cadeira. A rigidez matinal no joelho também é um queixa frequente. O diagnóstico é realizado através do exame clínico, onde o ortopedista avalia a história do paciente e palpa o tendão para identificar o ponto exato da dor. Testes funcionais, como pedir para o paciente agachar ou saltar, ajudam a confirmar a suspeita. Para avaliar a extensão do dano tecidual e descartar outras patologias, como a condromalácia ou a síndrome de Osgood-Schlatter, exames de imagem como a ultrassonografia e a ressonância magnética são ferramentas valiosas. O tratamento da tendinite patelar deve ser iniciado o quanto antes para evitar a degeneração do tendão (tendinose). Na fase aguda, a abordagem inclui a redução da carga de treinos (repouso relativo), a aplicação de gelo no local para controle da dor e o uso de analgésicos. O uso de uma tira subpatelar (uma órtese colocada abaixo do joelho) pode ajudar a mudar o ângulo de tração e aliviar a pressão sobre a área lesionada durante as atividades. A fisioterapia é o pilar mais importante da recuperação. O foco do tratamento fisioterapêutico são os exercícios de fortalecimento excêntrico (onde o músculo se alonga enquanto contrai), que comprovadamente estimulam a remodelação das fibras do tendão. Além disso, trabalhar a flexibilidade do quadríceps e dos isquiotibiais e corrigir a biomecânica do salto e da aterrissagem são medidas essenciais para evitar a recidiva do problema. Em casos refratários, onde meses de tratamento conservador não trazem alívio, terapias biológicas como a aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP) podem ser consideradas para acelerar a cicatrização. A cirurgia para remover o tecido degenerado é rara, sendo a última opção terapêutica. A prevenção passa pelo aumento gradual da intensidade dos treinos, uso de calçados com bom amortecimento e manutenção do equilíbrio muscular das pernas. Agendar Consulta
Ligamento Cruzado Anterior

A lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma das lesões de joelho mais comuns e temidas, especialmente entre praticantes de atividades esportivas. O LCA é um dos principais ligamentos localizados no centro da articulação do joelho; sua função primordial é fornecer estabilidade, impedindo que a tíbia (osso da perna) deslize excessivamente para frente em relação ao fêmur (osso da coxa), além de auxiliar no controle da rotação do joelho. Diferente do que muitos imaginam, a maioria das rupturas do LCA não ocorre por um golpe ou contato direto. O mecanismo de lesão mais comum é o “pivô”, um movimento torcional que acontece durante uma mudança rápida de direção, uma desaceleração brusca ou uma aterrissagem inadequada após um salto. Esportes como futebol, basquete, vôlei e esqui são frequentemente associados a esse tipo de trauma, onde o pé fica fixo no chão enquanto o corpo gira sobre o joelho. Os sintomas no momento da lesão são bastante característicos. Muitos pacientes relatam ouvir ou sentir um “estalo” (pop) vindo de dentro do joelho no instante do trauma. Isso é seguido quase imediatamente por dor intensa e uma sensação de instabilidade, como se o joelho estivesse “solto” ou “saindo do lugar”. Nas horas seguintes, o joelho costuma apresentar um inchaço significativo (derrame articular), devido ao sangramento dentro da articulação. O diagnóstico de uma lesão do LCA começa com uma avaliação clínica detalhada. O ortopedista irá colher o histórico do trauma e realizar manobras específicas no exame físico, como o Teste de Lachman e o Teste da Gaveta Anterior, que avaliam a frouxidão do ligamento. Para confirmar a ruptura (se é parcial ou total) e, muito importante, verificar a existência de lesões associadas – como lesões de menisco ou cartilagem, que são comuns – a Ressonância Magnética (RM) é o exame de escolha. O tratamento para a ruptura do LCA depende de vários fatores, incluindo o nível de atividade do paciente, a idade e o grau de instabilidade do joelho. Em pacientes mais velhos, menos ativos ou com lesões parciais sem instabilidade, o tratamento conservador com fisioterapia intensa para fortalecer a musculatura (principalmente quadríceps e isquiotibiais) pode ser uma opção viável para estabilizar o joelho. Para pacientes jovens, ativos, atletas ou qualquer pessoa que sinta instabilidade e falseios no dia a dia, o tratamento cirúrgico é o padrão-ouro. A cirurgia consiste na reconstrução do ligamento, pois o LCA rompido não tem capacidade de cicatrização. O procedimento é feito por artroscopia (minimamente invasivo), onde o ligamento rompido é substituído por um enxerto, que pode ser retirado de tendões do próprio paciente (como o patelar ou os isquiotibiais). A reabilitação pós-operatória é uma fase tão crucial quanto a própria cirurgia. O processo é longo e exige dedicação do paciente, durando em média de 6 a 9 meses para o retorno seguro ao esporte. A fisioterapia começa precocemente, com objetivos claros de recuperar a amplitude de movimento completa, reduzir o inchaço, fortalecer progressivamente a musculatura e, por fim, treinar o equilíbrio e a agilidade (propriocepção), garantindo que o joelho esteja pronto para suportar as demandas futuras. Agendar Consulta
